O “proibido proibir”

liberalismo

26/11/2015

Já faz tempo que não venho aqui…..

Estou na fase mais de observação do que ação, mesmo porque quem apenas observa não se compromete tanto.

Você sente saudades das professoras das quais respeitava? Dos filmes, novelas, seriados e desenhos classificados por idade e aprovados pela censura federal? Das músicas com melodia e letras que diziam coisas sensatas? Dos namoros no portão e da emoção do simples “pegar na mão” da pessoa amada? Dos passeios noturnos sem medo de assaltos ou assassinatos?

Sente?

Ah, então você é a favor do Regime Militar, chamado por muitos de Ditadura?!?

Pois é….

Muitos saudosistas que apoiam o socio-liberalismo vermelho atual, até mesmo desde àquela época, sentem a necessidade embutida em suas almas de algo dos quais combatem insistentemente. Ao verem,, calados, por orgulho, suas ideologias caindo por terra, dentro de uma lógica que até mesmo crianças entendem, se envergonham e se enquadram na velha frase “Eu era feliz e não sabia”


Mas, um jovem liberalista social é desprovido de saudades, pois não vivenciou as coisas boas das quais os antigos tanto sentem falta hoje em dia. As estes ele chama de “conservadores”. Num mundo onde a renovação constante tem a ver com o que chamam de bem estar, o passado deixou de existir e o agora é apenas uma expectativa para a nova tecnologia ou tendência passageira do amanhã. Provavelmente este indivíduo atualizado e bombardeado pela mídia e redes sociais, sente uma saudade da qual não compreende, algo reivindicado pela alma e que se encontra num passado do qual não pertenceu. Isso talvez explique os conflitos psicossociais dos jovens de hoje..

Necessidade naturalmente humana, a saber:
Um mínimo de ordem, um mínimo de justiça, um mínimo de valores morais e respeito, um mínimo de pureza de espírito oriundo do tão temido Regime Militar brasileiro .
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Muitos dizem que era ruim e hoje pagam caro por presenciarem e vivenciarem algo muito, mas muitíssimo pior. Estamos vivendo o caos politico, econômico e social. Os péssimos pais pós-regime geraram pessoas que hoje se encontram à beira da insanidade mental, exceções a parte, sempre.
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A insana trindade composta por aquilo que chamam de cultura, arte e jornalismo, tinha, em si, os genes das aberrações intelectuais e seu monstro criou forma após seus geradores conseguirem se libertar da “opressão”. Um monstro incompreensivelmente bizarro, que exala maconha pelos poros, blasfema contra Deus, reivindica direitos de eterna vítima da sociedade opressora, luta contra o sistema baseado em utopias autodidatas e ao mesmo tempo se sustenta em hipocrisia por ambicionar o poder e os prazeres que o capitalismo pode lhe oferecer.
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O que tem isso tudo a ver com depressão?
Saber que algumas coisas não voltarão mais, saber que a violência impera e a impunidade a patrocina, que a injustiça se tornou habitual, que os valores morais se tornaram sinônimos de caretice e repreensão e que as ideologias liberais e intolerantes crescem assustadoramente, ao menos, a mim, causa depressão. Triste pelo Brasil, triste por um mundo ameaçado por terrorismo e triste por uma humanidade tão perdida dessa forma.
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Dizer que o Regime Militar do Brasil era perfeito e que tudo era um paraíso? Claro que não! mas certas coisas não devem mudar se o plano apresentado para a mudança não for realmente sensato. Mas se insistem em utilizar o termo “ditadura” para aquela época de ouro, então a ditadura se torna necessária em qualquer forma de governo e ela é pior quando vem disfarçada de democracia, como acontece agora. O que torna a ditadura ruim é o ditador ruim, assim como o rei ruim torna a monarquia ruim e,  vários partidos, cada qual querendo estabelecer sua ditadura ideológica, tornam a democracia pior ainda, pois trata-se de uma ditadura dividida, se é que me entendem .
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A “ditadura” no Brasil foi branda, muito branda, em comparação com tantas outras, como a exemplo de Cuba, Argentina, Chile, etc. Houve corrupção? Houve! Mas os presidentes militares morreram pobres. Nem comparar com os escândalos milionários daqueles que reivindicavam liberdade através de baderna e guerrilha nas ruas, naquela época. Hoje, alguns destes estão presos, mas com regalias, regimes semi-abertos e demais vantagens das absurdas brechas da lei. Neste ponto, os militares tratavam com mais rigor os subversivos e bandidos do gênero, ou seja, até nisso era mais justo!
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A verdade é que o “Proibido proibir” gerou essa guerra intelectual nas redes sociais, da qual não quero mais participar. Algo que não vai dar em nada, a não ser ódio e violência. Intolerância por parte dos que pregam contra a intolerância e assim por diante.  Hipocrisia é a palavra de ordem nisso tudo, mais nada!
Sociedade alternativa? proibido proibir? anti-conservadorismo?
Melhor pensarmos muito bem diante de tais ideias aparentemente tão liberais, no sentido social….
SIM, e dar um tempo no facebook e demais exibidores de aberrações sociais diminui a depressão!


2 comentários para O “proibido proibir”

  • Sandra costa pinto  disse:

    Tem toda razão .Eu me protejo não pensando tanto .Mas ao mesmo tempo sinto que não estou fazendo nada para mudar isso o que me causa uma certa frustração .

    • holder90 holder90  disse:

      Pois, é, Sandra. Mas eu disse que não ia mais me envolver e lá estou eu no face novamente postando indignações kkkk. Obrigado pela visita e comentário. :)

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