Alimentação

 Alimentação de qualidade é muito importante

São incontestáveis os muitos benefícios de uma alimentação saudável na vida de qualquer pessoa, e mais ainda para alguém que sofre com a depressão.

A depressão, como sabemos, é nociva ao nosso organismo. Infelizmente, como se já não bastasse o sofrimento da mente, do coração e da alma, temos que arcar com os malefícios físicos também. Gera-se um ciclo cruel onde uma coisa piora a outra. Gastrite, baixa imunidade, pressão arterial alterada, alterações hormonais, dores de cabeça e dores de todo o tipo e até câncer podem piorar e muito a vida de um depressivo.

Portanto, nessa luta constante para vencermos as batalhas diárias contra a doença, é fundamental que nos esforcemos para mantermos uma alimentação saudável diariamente também.

Sei que não é fácil, principalmente se a sua depressão é acompanhada de ansiedade. O ansioso tem como necessidade o hábito de comer bastante várias vezes ao dia. E, pior, costuma ser alimentação gordurosa, muita fritura, massas e açúcar.

Com a depressão nos castigando 24 horas por dia é natural que busquemos todas as alternativas possíveis e restantes de prazer. Comer de tudo o que é “bom”, no sentido do paladar, é uma dessas poucas fontes de prazer que ainda nos resta.

Mas, uma alimentação do tipo “que se dane, não tenho mais nada a perder”, irá, como já dito, piorar a situação, trazendo obesidade, refluxo e outros problemas gástricos, aumento de colesterol, triglicérides, diabetes, etc, etc. Portanto, o sacrifício da dieta balanceada valerá muito à pena.

Como é a minha dieta antidepressiva?

Não foi de um dia para o outro que consegui reduzir o consumo de certas coisas que adoro comer como frituras, carne vermelha, margarina, manteiga, queijo, mortadela, etc.

Temos que “martelar” em nossas cabeças durante algum tempo a afirmação de que vai ser muito bom nos acostumarmos com a dieta e, sim, acostuma!!! o cérebro assimila isso depois de um tempo.

Não radicalizei ao ponto de nunca mais comer um pedaço de carne, algum chocolate ou queijo. Mas tenho o cuidado para que não tenha recaídas diante de alguma frustração ou ansiedade excessiva. O bom é que a consciência fica pesada quando cometo algum excesso e logo recupero o hábito.

Se antes eu comia diariamente alguma fritura ou produto de origem animal, hoje em dia isso acontece no máximo duas vezes por semana. Somando-se este hábito aos exercícios físicos e consumo de chás, meus niveis de colesterol, triglicérides e glicemia baixaram gradativamente, comprovados através de exames laboratoriais. A pressão arterial também regularizou. Segue, abaixo, uma lista da minha rotina de dieta diária:

O que procuro evitar ao máximo?

  • Manteiga e margarina– Quase nunca, no máximo uma vez por semana quando não se resiste à tentação. Comer um pão pela manhã sem esses ítens é deveras muito complicado, mas eu compenso o café da manhã com batata doce, aipim e ou banana da terra. E biscoitos cream cracker sem nada de recheio não são tão ruins assim. Acostuma-se!
  • Presunto, salsicha e mortadela– Evito ao máximo, principalmente a mortadela e salsicha que são deliciosos mas muito nocivos à saúde. Claro que há as exceções que fazemos uma vez ou outra porque ninguém é de ferro. A menos que você consiga realmente se abster de vez de tais produtos. Neste caso parabéns mais ainda!
  • Doces – Bem, não tenho problemas com isso, pois não gosto muito de doces, exceções a parte. Para sucos e café eu uso adoçante de sucralose ou estévia, que são os mais saudáveis. Com isso mantenho meus níveis normais de glicemia e não engordo tanto. Mas um chocolate de vez em quando não irá fazer mal.
  • Carnes e ovos– Não gosto de carne de aves nem de miúdos de qualquer espécie. Carne de boi no máximo uma vez por semana ou inevitavelmente em churrascos. Ovo frito, raramente, só em tentação. Troquei por ovo cozido, que consumo uma ou duas vezes por semana. Peixe, sim, saudável e eu gosto e consumo umas 3 vezes por semana, o que não me deixa sentir tanta falta dos bifes suculentos.
  • Laticínios– Bebo leite vez ou outra, mas também foi um dos alimentos que reduzi bastante o consumo por inúmeros fatores, dentre eles a gordura animal. Iogurte também, às vezes, e queijo idem, de preferência branco ou ricota. No máximo 2 vezes por semana.
  • Frituras – Isso eu tento evitar ao máximo possível, pois é muito prejudicial à saúde. É a parte mais difícil pra mim, embora eu tenha reduzido severamente o consumo. Antigamente eu não resistiria a um pastel ou salgado que fosse, quando saía de casa, mas hoje me acostumei em resistir à tentação. Minha saúde agradece.
  • Enlatados – Bom, nisso ainda negligencio um pouco. Principalmente porque para substituir a carne vermelha passei a consumir mais sardinhas enlatadas. Também milho verde e ervilha umas duas vezes por mes. Não chega a ser um exagero, mas tenho planejado a redução destes produtos em minha dieta.
  • Massas– É aonde ainda exagero de verdade, pois gosto demais. Pelo menos, dentre os citados acima, não faz tão mal, a não ser pelas calorias e triglicérides. Como macarronada de uma a duas vezes por semana e pães e biscoitos diariamente. Conto com os exercícios físicos, chás e os alimentos saudáveis citados abaixo para compensar este excesso:

Alimentos saudáveis que consumo regularmente:

  • Frutas e Frutos– Aqui não tenho restrições e ninguém deve ter, a não ser por alguma cautela medica no caso dos diabéticos e pessoas com problemas de estômago para o caso de frutas cítricas. Diariamente eu consumo maçã, uvas e banana que formam a base super saudável da minha dieta. Limão em saladas quase todos os dias e demais frutas semanalmente. Abacaxi é excelente para a saúde e costumo fazer suco com as cascas. Melancia como com os caroços, que reduzem colesterol dentre outros benefícios. As frutas contém muitas vitaminas e minerais e são remédios naturais que previnem inúmeras doenças causadas ou não pela depressão. Não havendo nenhuma restrição medica, abuse, além de maçã, banana e uvas, de manga, mamão, laranjas, goiaba, acerola, caju, abacate, coco, kiwi, peras, enfim, é tudo de bom! Também em forma de sucos.
  • Legumes, verduras e raízes– Também abuso destes alimentos extremamente benéficos ao organismo. Batata, cebola, tomate, pimentão, chuchu, beterraba, mandioca, batata-doce, cenoura, berinjela, jiló, couve, espinafre, abobrinha, abóbora, pepino, chicória, alface, agrião, rúcula, nabo, rabanete etc. Todos os dias incluo um ou outro destes “remédios” naturais em minha dieta. Os benefícios são muitos e dispensam comentários.
  • Sementes e grãos– Arroz, feijão de todo tipo, soja, etc, consumo quase diariamente. Costumo, além disso, ter um composto que utilizo como farinha acrescentada à comida. Este composto é formado por linhaça, chia e aveia bem misturadas e guardadas num pote. Fibras e nutrientes benéficos garantidos quase que diariamente com este trio. Ainda poderia incluir germen de trigo ou fibra de trigo bem como outros tipos de grãos moídos. Também, ocasionalmente consumo amendoim, castanha de caju e do Pará, excelentes para a saúde. Granola é uma ótima opção para o café da manhã, e que, às vezes, incluo nesta minha dieta tão variada.
  • Óleos– O único óleo que praticamente excluí da minha dieta foi o de frituras. Não sendo ele frito, qualquer tipo é bom pra saúde e não contém colesterol. Os três melhores para a saúde são o azeite de oliva extra virgem, o óleo de coco e o de canola. Uso muito azeite de oliva em saladas praticamente todos os dias. Mas o óleo de girassol, amendoim e soja também são bons, desde que não aquecidos demais.
  • Complementos– Tenho me dado bem com levedo de cerveja e óleo de fígado de bacalhau. Uso diário.

Bebidas

Bem, quanto à parte líquida da dieta, não há o que se discutir quanto aos benefícios da água, de preferência mineral, da água de coco e dos sucos de frutas. Só faz bem, hidrata, melhora a pele e dá uma melhorada geral no organismo. Bebo muita água e regularmente limonada e suco de uva natural, comprado em mercados. Refrigerantes não são recomendados devido à grande quantidade de açúcar e conservantes. Muito raro eu beber.

Quanto às bebidas alcoólicas, já é sabido que um cálice de vinho por dia faz bem ao coração. Mas nesse ponto ainda tenho dificuldades em não beber um pouco demais nos finais de semana. Sim, só bebo praticamente aos sábados, mas nem sempre com tanta cautela, o que ainda luto pra fazer. Às vezes consigo me esquivar até mesmo de um fim de semana e não beber nada ou muito pouco.

O problema, para quem tem depressão, é que a bebida pode dar aquela sensação de alívio temporário (ou não) e depois, no dia seguinte, o quadro depressivo piorar, com sentimentos de culpa ou somente pelos efeitos colaterais da bebida alcoólica em excesso. Um outro grande problema é que muitas vezes estamos em tratamento psiquiátrico e misturar medicamentos ansiolíticos com álcool é uma grande roubada.

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 Mantenha o equilíbrio!

Como eu disse, não é de um dia para o outro que vamos conseguir superar algumas barreiras na luta contra a depressão. Tem que ser com muito esforço e persistência, tendo em mente que a prática vai facilitando as coisas com o tempo. Com paciência conseguiremos até mesmo nos abster das gorduras tentadoras e demais delícias que, infelizmente, não nos fazem bem. Se para uma pessoa sem depressão já é um grande sacrifício manter uma dieta saudável, quanto mais para quem tem a doença. Tentar, tentar e tentar. Isso pode durar alguns anos a depender da determinação de cada um. Não estou ainda no ideal mas sei que já estou perto, de tanto que já tentei e fixei na mente sobre os benefícios de uma dieta balanceada no combate à depressão. Já considero uma grande vitória o tipo de alimentação que tenho hoje comparado ao que era antes e espero que este exemplo lhe sirva de alguma ajuda nesta luta.