tempo

Sábado, 13 de junho de 2015

A vida é curta mas o tempo é relativo. Pode ser muito longa para quem tem um sofrimento crônico, a depender da intensidade da dor.

Para quem tem uma depressão existencial, no entanto, acontece um fenômeno que torna essa relatividade um tanto controversa. Quem se atormenta com o tempo passando tão rapidamente feito um raio destruidor e tenta detê-lo inutilmente e desesperadamente, não se enquadra nisso. É um sofrimento causado justamente pelo fato de o tempo passar como um flash e ter que  ver a vida se acabando de forma tão triste, enquanto que as coisas boas do passado vão ficando cada vez mais distantes da realidade do presente e do futuro iminente. A pessoa está ciente de que 20, 30, 50 anos passam absurdamente rápidos, e isso é, deveras, incômodo demais para a alma de um depressivo existencial.

Mas, de um modo geral, quando a vida é desastrosa, principalmente em sentido material, o tempo custa a passar. Quando se tem uma doença física que causa, além de muita dor, constrangimento, preconceito, e a própria depressão, muitos pedem, literalmente, a morte. Querem um fim rápido para tanto sofrimento e, a vida, que deveria, em curso normal, ser uma dádiva da qual desejássemos que fosse eterna, passa a se tornar perpétua em sofrimento, um inferno de fogo literal, ou seja, algo bizarro e sem sentido.

Há outros que por muito menos já consideram a morte uma única saída, um alívio do qual deseja o quanto antes. Problemas financeiros, passionais, etc. Muitos não suportam, nem esperam alguma chance de poder contornar a situação e tiram suas próprias vidas, motivados pela desesperança total.

Em condições normais, no entanto, a vida é, em potencial, uma maravilhosa dádiva de prazer. Mesmo num mundo tão cheio de adversidades de toda a sorte. Por isso que se diz que “a vida é curta”.

Mas de nada adianta tentar curtir a vida adoidado, já que um dia ela vai acabar. Nem ficar em casa trancafiado evitando os riscos envolvidos numa vida intensa, obviamente. A morte sobrevém a todos, a qualquer um, e não escolhe o estilo de vida da pessoa, nem a hora de isso acontecer. Quando tudo acabar, tanto aquele que aproveitou ao máximo quanto aquele que não aproveitou, estarão em condições iguais, diante da inexistência, diante daquilo do que Deus poderá fazer por eles ou não.

 

A vida, em sua plenitude, é, realmente, muito curta

e, assim sendo, se ainda pudessemos viver mil anos
diríamos…

a vida é curta, muito curta….

 

 

A vida, o tempo, a morte……

2 comentários para A vida é curta…

  • ANA PINHEIRO  disse:

    Olá, bom ler seus posts. ..
    “O tempo não pára”…É verdade. O tempo he visto ou compreendido de maneira distinta pelas pessoas. Penso que determinadas pessoas que se encontrem padecendo de alguma doença deve sentir com mais intensidade o tempo. O deprimido costuma sentir o tempo, mantendo um grande apego ao passado…Ele não consegue explicar os fatos do cotidiano sem estabelecer uma constante conexão com seu passado. Já para os que sofrem de ansiedades, esses tem dificuldades com o presente, pois estão sempre com o pensamento no futuro. Bem, acredito que para termos um convívio melhor com os outros e conosco, devemos buscar sempre o equilíbrio, a ponderação. Não devemos nos esquecer de que a vida acontece no presente, então, penso eu, deveríamos dar exatas medidas ao passado e ao futuro. Do que passou, tiremos os ensinamentos para não repetirmos os erros no presente.Do que virá entreguemos a Deus, pois não somos donos do nosso próximo segundo de vida. Viver acontece! Que tenhamos uma vida mais leve…! Abraços Aji.

    • holder90 holder90  disse:

      Exatamente isso, Ana. Obrigado, abraços.,

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